sábado, 17 de abril de 2010
Gol muda Smiles para encarar a Multiplus, da TAM
No entanto, a atividade de colecionar milhas ainda não é uma fonte de renda relevante para a companhia. O valor gerado pelo Smiles não é divulgado, porque consta no balanço da empresa como "receitas auxiliares" (tudo o que não é venda de bilhetes). Esse item, que tem como pivô o programa de fidelidade, registrou no ano passado 12% do faturamento total da Gol, cuja receita líquida foi de 1,6 bilhão de reais. A expectativa é de que, até o fim de 2011, a companhia atinja a meta em receita auxiliares de 20%.
Desbancar a Multiplus, que nasceu há dois meses com 3 bilhões de reais – ou seja, 62% do valor total da TAM -, não será uma tarefa fácil para a Gol. Até mesmo porque a segunda maior companhia aérea brasileira não pretende aderir ao movimento encabeçado pelo empresário Eike Batista - que realiza spin off (criar subsidiárias) para captar recursos na Bolsa com o propósito de investir em expansão. "Consideramos a prática muito incipiente para o programa de milhagens", afirma Barbosa. Segundo o diretor de marketing da Gol, a proposta do Smiles é digerir o programa herdado pela Varig e continuar o seu processo de revitalização. Até o fim deste ano, a companhia pretende atingir a marca de 9,1 milhões de clientes, 33,8% a mais do que a base atual composta por 6,8 milhões de pessoas.
Nesse plano de crescimento orgânico também está incluída a estratégia de permitir que os clientes troquem as milhas acumuladas não só por bilhetes aéreos mas também por descontos em diárias de hotéis, aluguéis de carro, conta do restaurante, entre outros. A inspiração de atrelar o Smiles à cadeia de viagens vem do programa canadense Air Miles, que está ligado diretamente ao varejo e à indústria de turismo. "Estimamos que o Brasil tenha 14 milhões de pessoas que usam aviação civil. Exploramos apenas metade disso. Sem dúvidas, há um grande potencial de crescimento nesse segmento. Principalmente, na classe C", diz Leonardo Pereira, vice-presidente de Finanças, Relações com Investidores, Planejamento e TI da Gol. Agora só resta saber se a companhia aérea vai resistir às investidas da Multiplus, cujas ações se valorizaram 15% em menos de um mês
UFRJ apresenta primeiro simulador de voos com tecnologia nacional
Um simulador de voo com tecnologia e componentes totalmente nacionais foi apresentado na quarta-feira (14) na incubadora de empresas da Coordenação de Programas de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esse é o primeiro simulador fabricado no Brasil com capacidade para receber a qualificação em nível 5. Atualmente, só existem simuladores nacionais até o nível 3.
O simulador é específico para o avião Let 410, um modelo bimotor turbo-hélice fabricado na República Tcheca pela Aircraft Insdutries, que, no Brasil é representada pela Team Transportes Aéreos. O modelo do equipamento apresentado nesta quarta-feira simula situações de emergência, como pane no avião ou pouso sem visibilidade. O novo simulador foi desenvolvido pela Virtually, uma das empresas residentes na incubadora, em parceria com o Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE/Coppe).
“O custo para o treinamento inicial de um piloto vai ser reduzido em cerca 30%”, destacou o presidente da Team, Mário Moreira. “Eu acho que todos nós, brasileiros, devemos nos orgulhar desse trabalho”, acrescentou. Segundo a Anac, o novo simulador permite a certificação apenas para pilotar o Let 410. Hoje, no Brasil, existem 12 aviões deste tipo, três deles pertencem a Team. A previsão é de que, até fevereiro de 2011, mais três aeronaves sejam compradas por companhias brasileiras.
Promessa de preço baixo no ar
"Nosso objetivo é complementar a malha aérea do Nordeste. O projeto não se esgota em quatro aeronaves, pois temos estudos que mostram que o potencial desse mercado é grande", afirma o presidente Vicente Jorge. Segundo ele, as passagens serão mais baratas porque o custo da hora-voo do L-410 é baixo nos casos em que as distâncias não ultrapassam os 500 quilômetros.
O empreendimento está recebendo um investimento inicial entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões, gerando entre 250 e 300 empregos em todas as praças em que irá atuar. Vicente conta que a loja e o balcão de check in do Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilbero Freyre está quase pronta e já foi inspecionada pela Anac. "Teremos um departamento comercial para atender especialmente ao mercado corporativo e também venderemos passagens pela internet", conta o empresário.
Ontem pela manhã, o governador Eduardo Campos foi conhecer as aeronaves da Noar. Segundo ele, a empresa chega para preencher um antigo déficit do transporte aéreo no Nordeste. "A empresa vai nos ajudar na interligação dos estados. Preencher a malha aérea nordestina é uma tarefa importante para a economia, para o conforto, para o turismo e para nos ajudar a intensificar os negócios aqui", declarou, lembrando que viajar de avião não é mais privilégio de uma pequena fatia da população. "Passou a ser um direito de muito mais cidadãos brasileiros, se comparado com 10 anos atrás".
Autorização - A Anac informou, através de sua assessoria de imprensa, que já concedeu a autorização jurídica para a Noar e a concessão do Certificado de Homologação de Empresa Área (Cheta) está em fase final de análise, devendo sair nas próximas semanas. A terceira e última etapa será a autorização de voo regular (Hotran - Horário de Transporte), com a aprovação das rotas e horários.
O Brasil possui 58 companhias aéreas operando com voos regulares, de acordo com a Anac. Dessas, 41 são internacionais, 12 regionais (entre elas Air Minas, Passaredo e Pantanal) e cinco nacionais (Webjet, TAM, OceanAir, GOL/Varig e Azul). A Noar vem, portanto, preencheruma lacuna importante no Nordeste.
Azul prevê expansão de até 20% da aviação doméstica
RIO - O mercado de aviação doméstico deve crescer entre 17% e 20% este ano, segundo o presidente da Azul Linhas Aéreas, Pedro Janot. O executivo fez a previsão com base nas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2010, que apontam um avanço de até 6% ante o ano anterior. Ele lembrou que há uma estreita ligação entre o aumento do PIB e a demanda no setor de aviação.
No ano passado, apesar da crise, o mercado teve taxa de crescimento de 17%, de acordo com o executivo. "Em 2009, foi uma coisa muito desigual; tivemos crescimento zero, por assim dizer, no primeiro semestre; e avanço de 30% no mercado de aviação no segundo semestre. Um resultado acabou equilibrando o outro", explicou.
Segundo o executivo, a Azul pretende participar ativamente deste processo de crescimento. "A minha companhia praticamente vai dobrar de tamanho este ano", afirmou. Ele lembrou que a Azul tem previsão de receber sete aeronaves encomendadas da Embraer este ano, e terminar 2010 com uma frota de 21 aviões, como previsto. "Já recebemos uma aeronave, há três semanas. Agora faltam mais seis", informou. O executivo comentou ainda que a empresa atenderá 18 localidades até maio, quando será incluída a capital de Mato Grosso, Cuiabá.
Ele lembrou ainda a recente aquisição de dois slots (horários de pouso e decolagem) no Aeroporto de Congonhas (SP) para fim de semana. "Isso é limitado, mas é muito importante, pois a Justiça brasileira entendeu que os slots são de propriedade do governo federal, gerenciados pela Anac", afirmou. A Azul deve começar a voar em Congonhas a partir de abril. Atualmente o aeroporto "hub" de operações da Azul é o de Viracopos, em Campinas (SP).
Ocupação
A Azul deve fechar março com uma ocupação em torno de 86%, segundo Janot. "É o nosso padrão, esse patamar. Tivemos ocupação de 90% em janeiro e de 86% em fevereiro", disse.
Ele destacou que, atualmente o mercado doméstico encontra-se muito aquecido para o setor de aviação. Em sua palestra durante workshop oferecido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), hoje, o executivo comentou que nos próximos meses ocorrerão "grandes movimentos na aviação". Isso porque Janot espera um aumento na demanda de passageiros originados da classe C. "Creio que voar de avião é a última fronteira para essa classe média, e as empresas sabem disso", afirmou, não descartando uma onda de promoções e facilidades para pagamento nos próximos meses a serem oferecidas pelas companhias aéreas, na tentativa de atrair este tipo de cliente.
No mesmo evento, o executivo reiterou a proposta de fazer a oferta pública de ações da Azul em 2011. Janot afirmou ainda que a empresa está bem capitalizada, e não pensa em operações como de debêntures ou commercial papers para captar dinheiro no mercado.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
* Tamanho do texto * A * A Artigo: Congonhas e os nossos aeroportos merecem mais
A capacidade do Aeroporto de Congonhas, segundo informada pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) em junho de 2007, era de 9.500 passageiros por hora (ou seja, atenderia, com folga, mais de 20 milhões de passageiros/ano) e de 48 movimentos (aterragens e/ou decolagens) por hora.
Depois do acidente ali ocorrido em 17 de julho, o CGNA passou a informar apenas a capacidade da pista, que foi reduzida para 30 movimentos por hora. Vale a pena lembrar que, já em 1980, Congonhas operou 55 movimentos por hora, o que torna difícil entender como, nesses 30 anos, quando ocorreram melhorias tecnológicas significativas, reduziu-se em quase a metade a capacidade desse equipamento social, que já foi o aeroporto mais importante, e movimentado, do Brasil.Quanto ao controle de tráfego aéreo, um dos pontos menos comentados é o fato de já termos enfrentado demandas consideravelmente superiores à atual no espaço à volta dos nossos aeroportos - nas chamadas áreas terminais. Nessas áreas, onde há uma grande concentração de aviões e onde o controle exige mais cuidado, dados do período 1998-2002 disponibilizados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) indicam que a demanda na área terminal de São Paulo, e em várias outras, foi maior do que a observada em 2006, chegando a ultrapassá-la em 30%. Nem por isso houve, à época, nenhum tipo de crise.
Depois do acidente, questionou-se a segurança do aeroporto, em função do que foram consideradas ampliações que criariam as chamadas Resa (áreas de segurança de final de pista, na sigla em inglês). Para isso, haveria necessidade de desapropriações de 400 imóveis, além de uma obra significativa, em termos de custo, para não falar de outras considerações abordadas por especialistas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Logo após o acidente, o presidente Lula ouviu alguns especialistas em aviação, um dos quais, em 25 de julho de 2007 e na presença do ministro Jobim (que tomaria posse duas horas depois), sugeriu-lhe reduzir os comprimentos homologados das pistas, o que, sem necessidade de obras, reduziria os pesos dos aviões e aumentaria diretamente a segurança operacional com a criação das Resas. Aparentemente isso foi feito, uma vez que foi alegado que a redução da capacidade das pistas decorria do comprimento reduzido que passou a ter a pista auxiliar de Congonhas.
Agora, parece ser intenção do governo federal acabar com os hangares que margeiam a Avenida dos Bandeirantes, deslocando seus usuários para a área que estava sendo ocupada pela Vasp, o que permitiria aumentar a pista auxiliar, tornando-a a principal, e tornando a principal, auxiliar, criando áreas laterais de segurança. Essas áreas laterais já existem e respeitam as determinações dos órgãos nacional (Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac) e internacionais (Organização de Aviação Civil Internacional, a Icao, na sigla em inglês), pois de outra forma Congonhas não estaria homologado, e, portanto, operando.
É óbvio que o aumento da atual pista auxiliar amplia o leque de aeronaves que ela atende, e, portanto, pode melhorar a capacidade de Congonhas no atendimento de sua demanda. Além disso, é também óbvio que essa ampliação cria alternativas operacionais em caso de ser necessário fechar uma pista, seja por acidente ou por manutenção.
No entanto, todas essas informações e planos, que têm mudado ao longo desses mais de dois anos, apontam para uma falta de foco do governo federal, mas apontam também para uma falta de participação dos governos estadual e municipal, interessados imediatos nesses problemas.
Profissionais de transporte aéreo, nacionais e internacionais, estão reunidos há três dias em São Paulo no 8º Simpósio de Transporte Aéreo (Sitraer) e no segundo encontro da Rede Ibero-americana de Investigação em Transporte Aéreo (Ridita) e abordaram temas importantes. Do simpósio participaram especialistas do Estado de São Paulo, incluindo integrantes da USP e do ITA. Eles não têm sido convidados a participar dessas questões que tanto nos afetam. É falta de interesse ou de foco de nossos governos?
Índice de voos nacionais tem leve crescimento em outubro
Foram divulgados na última terça (10.11) pela Agência Nacional de Aviação Nacional (ANAC), em seu site, dados comparativos de participação de mercado das empresas áreas brasileiras, tanto nas linhas domésticas quanto internacionais, com relação ao mês de outubro de 2008.
Hoje o Brasil conta com 18 Companhias Áreas realizando voos nacionais e quatro empresas fazendo voos internacionais.
Em comparação com o mesmo período em 2008 os voos nacionais tiveram um aumento de 61,59% em outubro de 2008 para 72,57% em outubro de 2009. A Companhia Azul, que foi inaugurada em 15 de dezembro de 2008, entre setembro e outubro de 2009 teve um aumento na procura de cerca de 7%. Já a Gol-VRG saltou de 67,16% em setembro deste ano para 72,76% em outubro.
Seguindo na mesma linha da Gol-VRG a empresa Tam obteve em outubro aumento significativo em voos nacionais, saltando de 65,40% em setembro para 72,25% em outubro.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Museu Tam recebe doação da Força Aérea Portuguesa
O presidente do Museu TAM, João Francisco Amaro, recebe amanhã (08/10) da Força Aérea Portuguesa a doação de uma aeronave Junkers (Ju-52), em Sintra, Portugal. Em troca, o Museu entregará uma réplica do 14 Bis, construída no Brasil, para compor o acervo do Museu do Ar de Portugal.
A aeronave não estará entre as mais de 80 peças expostas na reabertura operacional do Museu Tam, programada para janeiro de 2010. Segundo João Amaro, o avião está desmontado há muito tempo e vai exigir um gigantesco trabalho de pesquisa para a sua restauração. Mas ele acredita que, num futuro próximo, o Junkers poderá voar novamente.
O objetivo do Museu Tam é contar e preservar a história da aviação, por meio da conservação, restauração, aquisição e permuta de objetos de valor histórico, artístico e documental, além de homenagear construtores e mecânicos, preservar os feitos de heróis e pilotos e ainda despertar a vocação nos jovens e adolescentes para as variantes da profissão aeronáutica.